31 agosto 2009

Parabéns pra você, nessa data querida…

internet1 Nesse ano, pra ser mais exato dia 13 de março, o que conhecemos por Internet completou 20 anos. Isso mesmo, a nossa querida Internet fez aniversário.

Na verdade, o sistema de comunicação que permite toda essa transmissão de informação foi criado na década de 1960 durante a Guerra Fria e qualquer inovação poderia contribuir nessa disputa liderada pela União Soviética e Estados Unidos. Essas duas potências mundiais sabiam da importância dos meios de comunicação.
Tendo essa visão os Estados Unidos temiam um ataque russo a suas bases militares, o que poderia trazer a público informações sigilosas que deixariam os Estados Unidos vuneráveis. Então, uma divisão de pesquisa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos chamada ARPA (Advanced Research and Projects Agency) desenvolveu uma rede de comunicação que pudesse descentralizar as informações do Pentágono conectando as várias bases militares americanas, se o Pentágono fosse atingido essas informações estariam seguras em outros lugares. Essa rede foi chamada de ARPANet. No início da década de 1970 Universidades, que na época tinham trabalhos de pesquisa relacionados à defesa, tiveram acesso a ARPANet e por volta de 1975 já existiam 100 sites em operação. No final dessa mesma década a ARPANet havia crescido tanto que seu protocolo de comunicação original, chamado Network Control Protocol (NCP), não era mais adequado. A partir daí a ARPA começou a desenvolver um novo protocolo de comunicação chamado TCP/IP (Transfer Control Protocol / Internet Protocol) que é o protocolo utilizado atualmente na internet que conhecemos.
Mas foi em 1989 que um cientista do CERN (Organização Européia de Pesquisas Nucleares) chamado Tim Berners-Lee submeteu um documento a seu supervisor Mike Sandall com o título “Information Management : a Proposal”. Mike Sandall gostou da proposta e autorizou Tim Berners-Lee seguir com seu projeto que consistia em combinar o hipertexto com a já conhecida Internet e os computadores pessoais formando uma pequena rede de informação para ajudar os cientistas do CERN compartilhar as informações armazenadas nos computadores dos laboratórios espalhados pelo mundo e das universidades através de um sistema de navegação “aponte e clique”.
Tim Berners-Lee criou um navegador-editor com o objetivo de tornar a rede um espaço criativo para editar e compartilhar informações em um formato comum. E como chamar esse novo navegador? Foi então que, em Maio de 1990, surgiu o nome WWW (World Wide Web).
Info.cern.ch foi o primeiro endereço do mundo disponibilizado em um servidor web em um computador do CERN e o primeiro endereço de uma página web foi http://info.cern.ch/hypertext/WWW/TheProject.html, a qual continha informações relativas ao projeto WWW onde os visitantes poderiam aprender sobre o hipertexto, detalhes técnicos sobre como criar suas próprias páginas web e sobre como procurar informações na rede. Não há registros que retratam essa primeira página criada, mesmo porque as informações eram atualizadas diariamente, mas você pode consultar uma cópia posterior (1992) dessas páginas no site da W3C.

O CERN promoveu uma comemoração dos 20 anos da Internet e um vídeo dessa comemoração pode ser visto no site do CERN.

E para os mais experientes (a saber, antigos) na internet e curiosos, disponibilizo aqui o link do site Wayback Machine.

wayback
O site WaybackMachine tem um histórico de vários sites, é só digitar o endereço e escolher a data para visualizar como era o site na época selecionada.

É isso aí pessoal, fiquem à vontade para comentar e dar sugestões.

Um abraço.

03 agosto 2009

Perda de comanda na balada: consumidor só deve pagar pelo que consumiu

Quem costuma frequentar casas noturnas já deve ter recebido uma comanda prevendo multa para o caso de perda ou extravio. Entretanto, segundo o diretor-presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), Geraldo Tardin, a prática é ilegal e o consumidor só deve pagar pelo que de fato consumiu.

"Essa prática é adotada por muitos estabelecimentos. É comum o consumidor pagar pela prática abusiva da empresa sem ter a informação de que está sendo lesado!", diz Tardin.

Lei

De acordo com o presidente do Instituto, não há nenhuma lei que legitime o estabelecimento a cobrar multa. Além disso, acrescenta, a responsabilidade de manter o controle do que foi consumido é do fornecedor e não do cliente.

"O fornecedor não pode repassar ao consumidor o controle. Essa atitude caracteriza prática abusiva. O fornecedor deve ter o controle do consumo por cartão magnético ou venda de fichas", alerta.

No caso da perda da comanda, o consumidor que for impedido de deixar o estabelecimento, caso não pague a multa, poderá ligar para a polícia e pedir seu comparecimento ao local. Além disso, ele deve registrar um boletim de ocorrência na delegacia.

Na hipótese de o cliente pagar a conta estipulada pela casa noturna, este poderá ingressar com uma ação pedindo em dobro o valor pago e mais indenização por danos morais.

Essa matéria foi publicada no Yahoo! Finanças